Cor e Corte
A interpretação dos cortes e das cores nos cabelos
Dando prosseguimento ao especial de visagismo que iniciamos na semana passada, essa semana o especialista na área, Philip Hallawell fala sobre os comprimentos e cores dos cabelos, e como elas expressam os pontos fortes e estilo das pessoas.
Primeiramente, antes de sugerir à cliente um corte longo, médio ou curto, deve-se ter conhecimento de um conceito chamado proporção áurea. De acordo com Hallawell, toda estética visual é fundamentada neste princípio, que é aquela visualmente perfeita, obtida quando a largura de algo corresponde a cerca de 2/3 da altura, ou vice versa. O rosto humano, que é o foco dos cabeleireiros, se aproxima dessa proporção na maioria das pessoas da seguinte maneira: a largura do rosto é igual à distância entre a sobrancelha e o queixo.
Para facilitar esse trabalho, os artistas usam a regra dos terços, que divide a imagem em três partes iguais na altura e largura, o que permite compor a imagem com equilíbrio, especialmente quando não é centralizada. O ponto central disso é o seguinte: descobriu-se que tudo que está no terço inferior tem ação visual para baixo, então é visto como pesado, e os elementos nos dois terços superiores elevam o olhar, provocando a sensação de leveza.
A linguagem dos cortes
Philip Hallawell salienta que, no rosto e na cabeça humana o terço inferior corresponde a área abaixo do lóbulo da orelha, que está na mesma linha da nuca e da base do nariz. Isso significa que o corte curto, acima do lóbulo, é leve. O corte médio, na altura dos ombros é equilibrado, nem leve, nem pesado. Abaixo do ombro, o corte passa a sensação de peso.
Para deixar mais claro, vamos separar cada um deles:
Cortes curtos: indicados para quem deseja expressar leveza associada a dinamismo, energia e vitalidade. A isso, une-se o efeito da independência, qualidade de pessoas maduras e bem resolvidas. As linhas situadas nos dois terços superiores elevam o olhar, o que faz as feições parecerem elevadas, transmitindo juventude.
Portanto, cortes curtos são indicados, basicamente, para quem deseja expressar essas qualidades ou que queira se rejuvenescer. Só não são muito indicados para pessoas muito altas, porque pode fazer a cabeça parecer muito pequena, ou para mulheres que têm o queixo muito forte e pronunciado.
Cortes médios: expressam independência, mas principalmente
romantismo e meiguice. Não envelhece, desde que o formato não seja triangular, aberto na base, mas também não rejuvenesce tanto quanto o cabelo curto.
Cortes longos: por dirigir o olho para baixo, é mais pesado. Ao direcionar-se para o chão, passa a impressão que a pessoa precisa de sustentação ou apoio, expressando submissão. Por outro lado, quando ondulado, transmite sensualidade e tem grande capacidade sedutora.
Quando solto, o cabelo longo também diz que a pessoa é descompromissada e livre. Caso tenha algum compromisso no trabalho, pode prendê-lo.
Cores e sensações
A cor, assim como as formas geométricas e as linhas, são símbolos universais, chamados de arquétipos. O trabalho de Hallawell estabeleceu a conexão desses símbolos com qualquer imagem. “Toda composição é construída sobre uma forma geométrica, com um significado específico que qualquer pessoa vai reconhecer emocionalmente, mas não racionalmente. Isso explica porque reagimos à imagem e porque a primeira impressão de uma pessoa é tão forte e difícil de apagar”, explica o profissional, que no ano passado lançou o livro Visagismo Integrado – identidade, estilo e beleza.
Veja o que transmite cada cor:
Amarelos: ligado ao sol, passa energia, leveza e dinamismo. O dourado é um pouco mais exuberante.
Vermelhos e laranjas: mexem com as emoções. Quanto mais vermelho puro, mais passional.
Marrons: remetem à terra. Por isso, proporcionam segurança, credibilidade e força. Os quentes (castanhos vermelhos e dourados) são emotivos.
Azul: passa calma e frieza. Na coloração de cabelos é encontrado nos pretos e nas cores fantasia. O preto azulado é denso e pesado, forte, misterioso, mas frio. Em pessoas com pele quente, é sensual. O preto também é associado ao luxo.
Verde: somente é percebido no fundo de alguns marrons e utilizado como cor fantasia. É ligado à natureza, por isso passa vitalidade.
Roxo: espiritual, por isso vermelhos com roxo não são muito emotivos (carmim e violine, por exemplo), mas iluminam cabelos de cor fria.
Prata: frio e fino. Loiros prateados são elegantes, mas não têm a energia dos loiros dourados.
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COMENTÁRIOS (8)
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edneide silva | 24/01/2010essa matéria é muito bacana e proveitosa...que bom ter profissionais excelente para resumir tudo que precisamos com clareza e objetivo..um beijão -
silvia | 26/01/2010muito bacana essa matéria. bjs -
vilma kobayashi | 27/01/2010Há anos que me interesso ao visagismo, por isso acho de grande importancia receber essas dicas que serão valiosas para o resto da vida.Procuro usar o visagismo em tudo, no meu salão,sou auto didata,mas com esses conhecimentos técnicos posso saber com clareza o que eu aplico nas minhas clientes quando defino uma cor, corte, penteado,etc.sempre há um espaço para o conhecimento.obrigada por obter essa oportunidade, abraços.
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Gustavo Galves | 27/01/2010Maravilhoso, uma dica importantissima para o profissional. parabéns.
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Rosangela Santos de S de Laia | 21/02/2010Rosangela 20/02/2010 Adorei á matéria pois amo visagismo estudo das cores para mim foi uma aula.Parabéns!!!!!!!!!
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miriam da graça sandaniel | 06/03/2010,,,parabens! uma matéria excelente. vai ser muito util..bjosssssss
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Admir Campos | 21/03/2010Realmente o Visagismo valoriza o visual, expressando o que a pessoa quer passar.
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Rosangela Santos de S de Laia | 21/04/2010Rosangela Laia 21/05/2010 Fico fascinada com as palavras de deste mestre em visagismo,gostaria muito de um dia ter a orpotunidade de estudar ou ler os livros de Philip Hallawell pois sou sua fã..........ADOREI!

