Dread

Cansada de alisar os cabelos e seguir o que a maioria das pessoas acha ideal? Gostaria que o penteado refletisse a sua personalidade? A resposta para todas essas questões pode ser o dreadlook, que ficou conhecido em várias partes do planeta com a explosão do movimento rastafari.

O dread não é nada mais do que uma espécie  de “bolo cilíndrico” feito com o próprio cabelo. “Geralmente, ele é usado por pessoas despojadas e com atitude”, define a cabeleireira do salão paulistano Cia das Tranças, Chris Oliveira. O trabalho pode ser feito de três maneiras: com dreads provisórios (feitos de lã), com cabelos sintéticos e com fios naturais aliados ao spray fixador. Já os definitivos são feitos com a técnica da agulha de crochê ou com cera de mel de abelha. Esse trabalho só sai do cabelo após o corte.

Chris Oliveira enfoca que, para confeccionar qualquer tipo de dread, é preciso um pente e uma agulha número seis de crochê. É recomendável que o comprimento dos fios esteja no mínimo com dez centímetros. Caso o tamanho não seja suficiente, o cabelo pode ser alongado com madeixas sintéticas ou naturais.

O cabeleireiro Tom Toffanello, responsável pelo salão Ton Sur Ton, localizado em São Paulo, é especialista na confecção dos dreads. Ele afirma que fios mais grossos, cacheados ou crespos são os que sustentam o trabalho por mais tempo.

Esse tipo de visual permite que o usuário inove usando acessórios feitos de madeiras, metais e miçangas. Para quem deseja o definitivo, o cabeleireiro chama atenção para cuidados que são importantes:“A cada três meses, eles precisam ser refeitos. Os cabelos devem ser lavados a cada três dias com xampu anti-caspa ou sabão de coco”.

Um exemplo real de que o estilo caracteriza a pessoa é a Carolina Silveira, 23 anos, conhecida pelos amigos como Carol Dread’s. Ela os usa há cinco anos e chama a atenção por sua atitude e pelo visual dito alternativo. Seus cabelos são bem compridos e têm anéis prateados que adornam os fios castanhos. Para dar ainda mais destaque, Carol prende as madeixas com uma espécie de rabo de cavalo e capricha na maquiagem.

Ao ser questionada sobre as vantagens e desvantagens em adotar o visual, Carolina é enfática:“Só consigo enxergar coisas boas. Para mim vai muito além de estética, pois assumo também minha personalidade”. Mas, algumas pessoas ainda são relutantes: “Existe preconceito. Eu já fui demitida de um estágio porque achavam que eu assustaria os clientes. Mas quando trabalhei na área de cinema, televisão e propaganda, os dreads fizeram sucesso!”, comenta a estudante.

A identidade é criada pela pessoa. Os fios curtos, longos, assimétricos ou não, estarão sempre na moda, desde que você consiga aplicar os conceitos e estilos que combinam com a sua personalidade, estado de humor e espírito.


Salão Cia. das Tranças
Endereço:
Rua Lisboa, 183 – Pinheiros- SP
www.ciadastrancas.com.br


Salão Ton Sur Tom
Endereço: Rua Euclides Pacheco, 350, Tatuapé - SP
www.tonsurtom.com.br