Tratamentos a laser: Os mais procurados nos consultórios dermatológicos
Utilizado na Medicina desde os anos de 1960, o laser é, atualmente, uma das tecnologias mais utilizadas em tratamentos dermatológicos clínicos e estéticos – pode ser usado para atenuar manchas de vinho do porto, hemangiomas, rejuvenescimento, remoção de pelos, tratamento de flacidez, celulite, redução de manchas e cicatrizes.

De acordo com a dermatologista Daniela Schmidt Pimentel, integrante do corpo clínico do Hospital Sírio Libanês e da Clínica Ephesus, em São Paulo, a aplicação dos diferentes tipos de lasers possibilitou grande avanço nos procedimentos dermatológicos quando o foco é tratar lesões pigmentadas, vasculares, melhorar a aparência das cicatrizes de acne e cirúrgicas. Na área do rejuvenescimento os avanços são cada vez maiores, sendo uma alternativa não cirúrgica para a prevenção do envelhecimento cutâneo.

Diversidade de tipos

Segundo a Dra. Daniela, existem diversos tipos de laser disponíveis para tratamento de pele e, portanto a avaliação de um profissional é fundamental para decidir qual o mais indicado para cada paciente e suas necessidades. Conheça melhor algumas tecnologias:

Luz Intensa Pulsada (LIP): é uma tecnologia que possui vários comprimentos de onda, em geral de 500 a 1200nm, sendo indicada no tratamento de lesões cutâneas, além de estimular a produção de colágeno, que previne o envelhecimento. “As melhores indicações da LIP são para as lesões melanocíticas superficiais, como manchas senis e sardas, e as lesões vasculares, principalmente as telangiectasias (pequenos vasos) que estão presentes na rosácea e no fotoenvelhecimento. Geralmente, são necessárias de três a seis sessões para chegar ao resultado desejado. No pós é observado uma vermelhidão que dura um ou dois dias e crostas finas sobre o local tratado, que desaparecem em sete dias”.

Radiofrequencia (RF): é utilizada para combater a flacidez facial e corporal, gordura localizada, celulite e cicatriz de acne, pois age através do aquecimento volumétrico da derme profunda e no tecido subcutâneo. Este aquecimento produz a contração imediata do colágeno e o dano térmico causa reação inflamatória, subepidérmica, estimulando, posteriormente, a síntese de novo colágeno. Além disso, o colágeno já existente se encurta por desnaturação proteica e, após vários tratamentos, ocorre espessamento da derme melhorando o tônus da pele tratada. Já no tecido subcutâneo há retração dos septos de gordura e um aumento das circulações sanguíneas e linfáticas na área tratada. “É um método não invasivo, que não afasta o paciente de sua rotina. Pode ser associado a outros métodos e apresenta baixos índices de efeitos colaterais. No pós procedimento, acorre uma vermelhidão no local, que desaparece em um dia”, descreve a dermatologista.

Laser Fracionado não ablativo: é indicado para estimular a síntese e o remodelamento do colágeno, tratando a flacidez, fotoenvelhecimento cutâneo leve, manchas, rugas, cicatriz de acne e estrias. Os raios promovem colunas de coagulação na pele mantendo a epiderme intacta, ou seja, não causa lesões visuais. Ocorre também remoção de pigmento epidérmico e dérmico superficiais e de vasos sanguíneos menores. O número de sessões varia em cada paciente, por exemplo de três a quatro para tratamento de manchas e de envelhecimento, e de cinco a 10 sessões para estrias. No pós ocorre vermelhidão e edema no local, que pode durar até três dias. Os efeitos se tornam visíveis a partir da segunda ou terceira sessão.

Laser Fracionado ablativo: um exemplo desta tecnologia é o CO2 fracionado. Suas ondas emitem uma luz que é fortemente absorvida pela água do tecido, pois a produção de calor provoca coagulação, carbonização e vaporização do tecido, gerando ablação, isto é, remoção do tecido superficial. A desnaturação do colágeno contribui para a contração do tecido e na melhora das rugas e flacidez. Esse fenômeno também induz a uma reação tecidual que gera a produção de colágeno nos seis meses após o procedimento. As melhores indicações são para o fotoenvelhecimento cutâneo severo, manchas, queratoses actinicas, cicatrizes de acne e estrias. “Por ser muito agressivo, seu pós dura até 10 dias, além de ser desconfortável. Não deve ser feito nas épocas de maiores radiações solares e é recomendável preparar a pele com o uso de filtros solares, ácidos retinóico, glicólico ou vitamina C”, relata Dra. Daniela Schmidt Pimentel.

Laser de diodo de baixa intensidade (i-Lipo): age aumentando o metabolismo da célula de gordura quebrando o triglicéride em ácidos graxos e glicerol, além de aumentar a permeabilidade da membrana da célula, facilitando assim a saída da gordura, que se disponibiliza no organismo como fonte de energia e deve ser queimada com exercícios físicos após cada sessão. “Além disso, orientamos o paciente a evitar dieta com gordura e com carboidratos de alto índice glicêmico no dia da sessão”. É um procedimento seguro, rápido (em média 20 minutos) e indolor. Pode ser utilizado em qualquer parte do corpo, em média são oito sessões duas vezes por semana e os resultados são progressivos.

Criolipólise: é um método que resfria a região a ser tratada até -5ºC, e o organismo responde com ação inflamatória que leva à destruição da célula de gordura. Alguns pacientes podem experimentar um ligeiro desconforto durante o procedimento, enquanto outros chegam a sentir uma leve dor na semana após a sessão. Os resultados aparecem após quatro a 12 semanas.

Ultracavitação: age através de ondas de ultrassom que promovem a ruptura da membrana das células adiposas provocando a transformação da gordura numa substância líquida (diglicérido) que facilita a sua eliminação através do sistema linfático e vias urinárias de maneira natural. Esta técnica permite trabalhar a celulite de forma seletiva. Os resultados podem ser observados já na primeira sessão, mas o número adequado de aplicações dependerá da avaliação clínica do dermatologista.

Ultrassom Microfocado (Ulthera): tecnologia voltada para o tratamento e prevenção da flacidez, atua no Sistema Superficial do Músculo Aponeurótico (SMAS) gerando pontos profundos de coagulação, que estimulam novas fibras de colágeno. A sessão é única e os resultados aparecem progressivamente em três meses. Alguns pacientes apresentam dor importante durante o procedimento. No pós ocorre vermelhidão e edema que regridem espontaneamente.

Mais informações:

www.clinicaephesus.com.br