Tratamentos estéticos após plástica ajudam na recuperação

A eficiência de uma cirurgia plástica não depende somente de um planejamento cirúrgico, mas também da intervenção e cuidados pós-operatórios. Isso porque todo tecido submetido a uma cirurgia sofre algum tipo de lesão, como edema (inchaço), equimoses (manchas roxas) e formação de tecido cicatricial (fibrose). E estas lesões devem ser cuidadas imediatamente após a agressão tecidual com tratamentos estéticos que aceleram a recuperação e evitam possíveis complicações.

Alguns tratamentos estéticos recomendados após a cirurgia plástica, como a drenagem linfática e o manthus, têm ocupado lugares privilegiados na indicação médica, já que, após uma cirurgia, os canais linfáticos são danificados e se recompõem muito lentamente, permitindo que edemas e inchaços se estendam por dias.

São procedimento de pós-operatório considerados tão importantes quanto a cirurgia. “São tratamentos que dão um toque final às cirurgias. A plástica é uma maneira eficaz para remodelar parte do corpo, mas não é efetiva sozinha. É preciso se cuidar após o procedimento para que os resultados sejam duradouros e você fique feliz com seu corpo”, diz a fisioterapeuta Mariana Moraes, do Zahra Spa & Estética.

Escoamento de líquidos e toxinas

A drenagem linfática manual é indispensável no pós-operatório de plásticas e que deve ser feita pelo menos 48 horas após a cirurgia. Quanto mais precocemente iniciada a drenagem linfática, menor a probabilidade do acúmulo de líquidos no local e mais rápida a recuperação do paciente.

A massagem faz com que a pele recupere o aspecto mais saudável e normal, pois a técnica tem como objetivo captar o líquido intersticial e fazer com que ele volte à circulação sanguínea, através dos movimentos suaves, lentos e rítmicos que promovem a desintoxicação dos tecidos e melhora da oxigenação e da nutrição celular. “Ela ainda diminui a probabilidade de fibrose. Mas é importante lembrar que todos os procedimentos indicados no pós-operatório necessitam da permissão do cirurgião”, alerta Mariana.

Prevenindo aderência e fibrose

Indicado principalmente depois de procedimentos de lipoaspiração e hidrolipoclasia, o manthus age muito rapidamente no pós-operatório, fazendo com que os hematomas sejam extintos graças ao ultrassom pulsado e o ultrassom contínuo, que otimiza o abrandamento de aderências cicatriciais. O aparelho apresenta um cabeçote tripolar que gera ultrassom e correntes estéreo-dinâmicas ao mesmo tempo, permitindo que o tratamento seja mais rápido e efetivo.

A sessão dura, em média, 25 minutos e se inicia com a limpeza e aplicação de um gel condutor sobre o local a ser tratado, a fim de proporcionar uma movimentação circular suave ao aparelho de ultrassom. No aparelho, o emissor de ultrassom é associado a um gerador de estímulos elétricos, que aceleram o sistema linfático e facilitam a eliminação de células de gordura e toxinas.