CremeO segmento de produtos de beleza vive, cada vez mais, um momento em que a pesquisa e a tecnologia são fundamentais e responsáveis pelos incríveis avanços do setor. Os cremes pesados, antes indicados para uso em todo o corpo, os chamados cold creams , deram lugar às emulsões, mais adaptadas à pele. Hoje um produto para rugas cumpre efetivamente sua função; e se o problema for a olheira, a cosmética, com certeza, tem a solução.

Estamos na era da Biotecnologia, da Nanotecnologia e da encapsulação de ativos para liberação controlada, tecnologias que prometem resultados mais rápidos e inteligentes. E o futuro? De acordo com a médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dra. Beth Nanni, “a tendência é a busca por ativos cada vez mais semelhantes à fisiologia normal da pele, bem como a criação de veículos, como cremes, que facilitem a penetração desses ativos”.

“Por que o que as pessoas querem, na verdade, é uma pele mais firme, bem cuidada, sem ter que lançar mão de processos invasivos como uma cirurgia plástica. Por mais que o produto seja um tratamento, o resultado que mais importa para o consumidor é o emocional: uma imagem mais bela no espelho, menos imperfeições e rugas...”, explica Luciana Centurion, gerente de desenvolvimento de produtos da Futura Biotech (www.futurabiotech.com.br), empresa brasileira de produtos dermocosméticos.

Segundo ela, é preciso pelo menos um ano para que um novo dermocosmético seja lançado. “Nesse meio tempo, são realizados estudos tecnológicos intensos das tendências de mercado, além dos testes de efeito e segurança definidos por meio dos estudos clínicos e pré-clínicos, bem como parcerias com centros de pesquisa e universidades em todo o Brasil”, enfatiza Centurion.

O segmento de produtos dermocosméticos, por exemplo, é caracterizado por altos investimentos em pesquisa de princípios ativos pelos fabricantes internacionais de matéria-prima. A maioria dos insumos vem do Japão, Estados Unidos e Europa. O diferencial de empresas como a Futura Biotech está na formulação exclusiva. Neste caso, a empresa utiliza os ativos para conceber fórmulas para a produção de produtos específicos para atender às necessidades da pele dos brasileiros.

O que há de novo?

Confira alguns dos princípios ativos recém criados pela tecnologia e que trazem resultados efetivos em poucos meses de tratamento:

Óleo de arroz
Indicado, principalmente, para o tratamento de olheiras, é um produto consagrado devido às suas propriedades de combater os radicais livres. Além disso, tem presença de uma substância com um nome diferente, o orizanol, que impede o escurecimento causado pela pigmentação da melanina. Outro diferencial do óleo de arroz é que ele age na pele por meio do combate à perda da Vitamina A. Em outras palavras, controla o aparecimento dos vasinhos e bolsinhas de gordura indesejáveis.

Sesquicloridróxido de alumínio
Sesqui, o quê? Esse princípio ativo de nome difícil é muito indicado para o tratamento de hiperhidrose, que é a transpiração excessiva e da bromidrose, caracterizada por um cheiro forte nas axilas.

Isomerato de sacarídeo
É um complexo de carboidratos que se une fortemente à superfície da pele como se fosse um imã, resultando um excelente ativo hidratante. Forma uma película que não é removida com lavagem simples, permitindo uma hidratação mais eficaz e duradoura.

Bio-peptídeo
São proteínas biotecnologicamente modificadas que permitem uma penetração do produto na pele mais eficaz e profunda. Facilitando a ação no processo de tratamento das rugas.

Silício orgânico
A substância é utilizada na fabricação de cremes anti-rugas e estimula a duplicação das células, a renovação celular e regenera as fibras. Restaura a elasticidade da pele e atua contra o envelhecimento cutâneo, por ser um hidratante biológico.