Dezoito empresas do setor estarão presentes no grande evento da beleza mundial, localizadas na área nobre do pavilhão 21
Dezoito empresas do setor estarão presentes no grande evento da beleza mundial, localizadas na área nobre do pavilhão 21

No ano em que comemora a terceira colocação no ranking de maiores mercados consumidores de cosméticos do mundo, a indústria brasileira da beleza participa pela sétima vez consecutiva da Cosmoprof Bologna, que acontece de 29 de março a 2 de abril, na Itália.

O crescimento em dólares de 26% no consumo dos produtos do setor no mercado brasileiro em 2006, contra um crescimento estimado de 1,2% do mercado global, levou o país à terceira posição no ranking mundial. Em 2005, o Brasil já havia desbancado mercados tradicionais, como a Alemanha e a Inglaterra. Agora, com vendas no valor de US$ 18,2 bilhões (preço ao consumidor), superou também o mercado francês, perdendo apenas para o Japão e os EUA.

Nesta edição da Cosmoprof Bologna, o Brasil será representado por 18 empresas sob coordenação da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) e apoio da APEX-Brasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos). O espaço ocupado é a área nobre do pavilhão 21, ao lado de expositores especializados em produtos com componentes naturais.

Seguindo a tendência que se consolidou como o grande diferencial do projeto exportador brasileiro, as empresas se apóiam no uso da rica variedade de ativos encontrados na flora do país para a fabricação de cosméticos, aliada a projetos de responsabilidade social e políticas ambientais. “Em apenas três anos, dobramos o valor das nossas vendas externas. O crescimento das exportações em 2006 superou a média internacional, o que indica que estamos aumentando nossa participação no mercado mundial”, afirma João Carlos Basilio da Silva, presidente da ABIHPEC.

O pavilhão brasileiro será integrado pelas seguintes empresas: Amazon Secrets, Amazonia Natural, Bonyplus, Brazilian Fruit, Cless, Condor, Kanechomn, L’Ácqua di Fiori, Marcelo Beauty, Muriel, Nazca, Nunaat, Plumas e Gemas, Sina, Sther, Surya Cosmetics, Very Important e Vitaderm.

Dados de mercado – Nos últimos cinco anos, as exportações do setor tiveram um crescimento acumulado de 138%, atingindo US$ 484,4 milhões. Em 2006, a valorização do real em relação ao dólar provocou alta nas importações do setor, que subiram 39%, se comparadas ao ano anterior, chegando a US$ 294,5 milhões. Mesmo com o câmbio desfavorável, a balança comercial continua positiva em US$ 189,9 milhões.

No mercado interno, a indústria do setor também registrou bons resultados, com um aumento de 5,6% em volume e 14% em faturamento. Em 2007, Basilio estima que o setor cresça aproximadamente 12%. A previsão é de que os investimentos se mantenham em US$ 100 milhões ao ano até 2010 e sejam direcionados prioritariamente à expansão das fábricas já instaladas.

De acordo com as projeções do Instituto de Pesquisas Euromonitor, o Brasil deve fechar o ano de 2006 como o segundo maior consumidor de produtos de perfumaria, produtos infantis e desodorantes, o terceiro mercado em produtos para os cabelos, o quarto em higiene oral e produtos masculinos, o quinto em banho, o sexto em proteção solar, o sétimo em maquiagens, o oitavo em produtos para a pele e o nono em depilatórios.

Para dar conta dessa produção, a indústria da beleza é um dos setores da economia que mais emprega mão-de-obra feminina no país. As oportunidades de trabalho, somando profissionais de beleza, como cabeleireiros, manicures, esteticistas, vendedores em lojas de franquia e revendedores de produtos, se aproximam da casa dos três milhões.

De acordo com informações de empresas do setor que representam cerca de 60% do mercado, em 2006, os empregos diretos subiram 5,8%, repetindo o mesmo desempenho de 2005, um índice superior ao crescimento de emprego na economia.