GrávidaApós a gravidez, muitas mulheres se veem com grave queda de cabelo – a chamada telógena. Segundo a terapeuta capilar Patricia Maciel – pioneira entre os ocidentais com formação no Japão – durante a gestação tudo de bom ocorre à mulher, quando ela se enriquece com grande quantidade do hormônio progesterona, benéfico para cabelos, pele e unhas. “Porém, após o parto, ocorre uma mudança metabólica hormonal que, somada a transferências de nutrientes do organismo da gestante para o feto, causa um período de aumento da queda de cabelos”, explica.

Esse período, na maioria dos casos, ocorre três meses após o parto. E pode se prolongar no caso de a mulher ter alguma herança genética de calvície. “Nessas circunstâncias”, observa, “a queda pode permanecer durante anos, e tornar-se crônica e ainda mais acentuada no período pré-menopausa”.

Para diagnosticar e tratar adequadamente esses casos, Patricia preenche uma ficha completa de anamnese, na qual pesquisa na paciente seu histórico familiar quanto à herança genética de calvície. “Também levo em conta seus hábitos alimentares e de descanso, além do nível de estresse e de fatores psicológicos e emocionais”, detalha.

A terapeuta ressalta que, com um bom acompanhamento do obstetra, é possível à gestante prevenir a queda capilar: “Se necessário, o médico poderá prescrever suplementação alimentar e dieta sob supervisão de um nutricionista, além de cuidados com produtos da assepsia diária dos cabelos”.

Segundo Patricia, o tratamento da queda de cabelo decorrente do pós-parto requer algumas mudanças de hábito. Ela ressalta que “é preciso observar e manter a qualidade do sono e uma alimentação saudável, além de aliar cuidados de assepsia corretos com a pele e os cabelos a tratamentos tópicos com eletrotricogênese (microcorrentes que auxiliarão as vias capilares a absorver cálcio)”.