Reportagens Exclusivas - Salon International 2010

Assistir a um show do cabeleireiro escocês Robert Cromeans, diretor artístico internacional da Paul Mitchell, é como assistir a um concerto de um famoso artista de rock. No Salon International 2010, ele interagiu o tempo todo com a platéia em seu fez seu primeiro show/workshop em solo britânico. 

E as dicas foram muitas. Com toda a experiência de comandar cinco salões nos Estados Unidos, onde mora há 25 anos, Robert usou e abusou de cortes e cores marcantes nas 25 modelos que subiram ao palco com balões presos na cabeça.

Modelo da Paul Mitchell

Cores fortes, como alaranjado, platinado e vermelho, estavam em uma sintonia perfeita com cortes ousados feitos a seco com um instrumento que mistura pente e navalha. “Cabeleireiros não fazem erros, fazem descobertas. Sigo a risca a filosofia having fun with hair [se divirta com o seu cabelo]”, disse.

Profusão de cores

No show, a paixão de Robert e sua equipe por cores ficou evidente. Para eles, a coloração faz cada cliente ser dependente do profissional e se tornar único. “Antes, vivíamos em um mundo preto e branco, já que o jornal e a televisão tinham essas cores. Em 1960, com a invenção da tevê em cores, passamos a viver uma explosão de tons. Eles refletem quem somos e o que pensamos”, comenta.

Para sugerir o tom ideal para os cabelos dos clientes, a filosofia da Paul Mitchell divide os consumidores em três grupos: old money, composto de pessoas clássicas e sofisticadas que preferem tons escuros e grisalhos; new money, que abrange clientes que compram qualquer coisa mesmo que não precisem; e no money, com pessoas que gostam de cores loucas e fantasiosas.

Depois de encaixar o cliente em uma dessas categorias, Robert ensinou que o cabeleireiro deve levar a filosofia de seu trabalho para o cotidiano da cliente. Assim, nada de usar termos técnicos. Em vez disso, vale falar das luzes da Jennifer Lopez, das ondas de Sarah Jessica Parker... “A cor é a primeira coisa que se nota e a última que se esquece. Nas mãos certas, ela é uma ferramenta”, comentou.

Looks comerciais

Entre as cores usadas esteve o vermelho, aqui em um tom extremamente vibranteNo palco, muitos cortes se destacaram. Um deles, que no início estava todo vermelho, mostrou como a coloração pode ser transformada por um corte em camadas, que revela tonalidades que ficam nas partes internas.

Outro visual, platinado com camadas invisíveis, arrancou suspiros da platéia ao receber uma mecha roxa diagonal, feita com uma técnica exclusiva da Paul Mitchell: depois de passar a coloração e separá-la com o papel, a chapinha foi aplicada, os fios foram enxutos com a toalha e pronto! O tom já estava nos fios.

No show também teve espaço para o figurino all black, bem sexy e com olhos marcados. Para mostrar o movimento dos fios, as modelos subiam ao palco com penteados simples que eram desfeitos. Para finalizar, uma modelo de cabelos afro entrou em grande estilo com uma roupa feita de jornal. Inesquecível.

E confira também:

Saiba como foi o show da Mahogany no Salon International 2010