Profissionais esclarecem dúvidas sobre a calvície e o transplante capilar

A calvície, um problema que muitos homens enfrentam, está se tornando cada vez mais comum em mulheres. No público masculino é mais evidente, com as entradas ou com a falta de fios mais aparentes em determinadas regiões do couro cabeludo. Já para as mulheres, principalmente para aquelas que adotam um visual de fios longos, é mais fácil para disfarçar, entretanto é um problema que incomoda da mesma maneira.

Os cabelos compõem o visual e determinam o estilo e aparência da pessoa, através de cores, corte, espessura e textura. Para as mulheres é ainda mais importante, pois destacam a feminilidade e vaidade. Alguns fatores são cruciais e podem levar a alterações significativas nos fios e couro cabeludo. Três profissionais da Clínica Livon tiram as principais dúvidas sobre a calvície.

O que pode provocar?
Dra. Vanessa Cristina Soares, dermatologista: A alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície, é a forma mais comum de alopecia e possui causa genética. Várias outras doenças causam alopecia no couro cabeludo e as causas podem ser de origem autoimune, por distúrbios hormonais, estresse, entre outras. Pacientes com queixas de fios quebradiços, coceira, crostas no couro cabeludo, ressecamento ou aumento de oleosidade e a própria calvície, devem ser avaliados pelo dermatologista.

Qual profissional deve ser consultado?
Dra. Vanessa Cristina Soares, dermatologista:
Dermatologista é o especialista responsável pelas doenças da pele, unhas e cabelos. Logo, é o profissional capacitado em realizar diagnóstico e tratamento das desordens dos cabelos e do couro cabeludo. Existe um vasto número de doenças que podem provocar alopecias. Em alguns casos, o acompanhamento com psicólogo é fundamental para resgatar a autoestima ou ainda para tratamento de alguns tipos de alopecia que têm como base distúrbios psicológicos, como a tricotilomania, quando se tem o hábito de arrancar os fios, e a tricofagia, quando se tem o hábito de ingerir os fios. Cada caso deve ser avaliado adequadamente, e em algumas situações é sugerida uma abordagem multidisciplinar.

Como prevenir?
Dra. Vanessa Cristina Soares, dermatologista: 
Não existe até o momento uma terapia de prevenção, mas quanto mais cedo iniciado o tratamento maior a chance de preservação dos fios.

Como tratar?
Dra. Vanessa Cristina Soares, dermatologista:
Inicialmente, é recomendada uma consulta com um dermatologista. Durante a consulta o paciente é questionado sobre início e duração dos sintomas, antecedentes pessoais e familiares e medicações em uso. Depois, é realizado um exame clínico detalhado dos cabelos, do couro cabeludo e da pele. Em seguido, é feita a dermatoscopia/tricoscopia que consiste em examinar o couro cabeludo com o auxilio do dermatoscópio que proporciona um exame mais detalhado e completo. Em alguns casos pode ser necessária a realização de exames complementares, como de sangue ou biópsia do couro cabeludo.

A partir deste exame, é possível detectar a existência de algum distúrbio psicológico relacionado?
Dra. Karyne Correia, psicóloga:
O exame feito pelo dermatologista, assim como a entrevista que ele realiza com o paciente permitem ao médico levantar a possibilidade de haver alguma influência psicológica no caso do paciente. Essas influências podem ser decorrentes de estresse, problemas emocionais, ansiedade e tensão e até mesmo casos de tricotilomania.

Como é realizado o processo de transplante?
Dr. Tanus, cirurgião plástico:
O microtransplante capilar é uma técnica praticada há aproximadamente 15 anos e é uma das formas mais efetivas para o tratamento de áreas calvas definidas. O procedimento é simples e consiste na retirada de uma “faixa” de pele com os folículos capilares da região posterior da cabeça, sendo submetida a um processo de separação do que chamamos unidades foliculares. Esta etapa é realizada por uma equipe qualificada através do uso do microscópio. As unidades são implantadas nas áreas calvas, dando um aspecto natural, pois são realizadas uma a uma. O crescimento do fio definitivo iniciará aproximadamente após o quinto mês de pós-operatório, então se calcula que o paciente terá o resultado final da cirurgia em um ano. É importante salientar que a função do microtransplante capilar é a reposição de fios nas áreas calvas, e não um bloqueio na evolução da calvície. Sabemos que o problema tem caráter progressivo e muitas vezes, é necessário tratamento clínico com algumas medicações para impedir a evolução.