Voltado para profissionais das áreas de clínicas e SPAs, o Fórum de Empreendedorismo da Beauty Fair 2010 ofereceu em sua programação a palestra “Qual o perfil do profissional para o seu negócio?”, comandada por Sâmia Maluf.

Novos endereços da beleza
Nela, a psicóloga e aromatóloga sublinhou a necessidade da pessoa que pretende trabalhar em um lugar como este gostar desta atmosfera de bem-estar. Já no atendimento, os funcionários precisam ter domínio dos serviços oferecidos no estabelecimento. O proprietário também precisa deixar claro o perfil da empresa, a começar pelo nome dela, passando pelo logotipo, entre outras identificações.

Segundo Sâmia, o resultado perfeito surge a partir da soma de conhecimento (o que fazer), atitude (por que fazer) e habilidade (como fazer).

Cobre habilidades, mas ofereça boas condições

Há que se atentar ainda pela formação do profissional a ser contratado. Especialidades, habilidades e experiências podem ser ótimos parâmetros de escolha, além, claro, da empatia imediata. Para atrair profissionais, é interessante expor os benefícios da vaga, a meritocracia, projeção de carreira e zelar pelo ambiente de trabalho. Não é só o empregado quem deve oferecer qualidade nas tarefas, o empregador também deve se preocupar com dar boas condições de trabalho.

Para reter bons profissionais, Sâmia sugere treinamento, plano de bônus, conversas de feedback, flexibilidade de horário, recompensas por tempo de serviço e ambiente de trabalho harmonioso. A combinação destes elementos traça o caminho perfeito para baixar o índice de 50% de funcionários insatisfeitos com o emprego.

Padronização e respeito mútuo

A especialista falou também sobre a necessidade da padronização dos serviços nos empreendimentos. “Imagine que três amigas vão juntas à clínica e cada uma recebe um atendimento diferente em um mesmo tratamento. Quando elas se juntarem na área de descanso para conversar com certeza comentarão sobre o assunto e o problema ficará exposto”. Caso contrário, uma terapeuta pode se destacar, e os clientes passarão a procurar somente por ela, gerando um ônus considerável.

No entanto, Sâmia foge da antiga prerrogativa de que o cliente tem sempre razão. Perante um atraso, por exemplo, a terapeuta não pode retardar todos os horários de sua agenda. “O cliente se atrasou 15 minutos? No caso de um atendimento de 45 minutos, reduza para 30”, diz.
Ao final, alertou para nunca prometer o que não se pode cumprir, e jamais transmitir ao cliente qualquer irritação, que deve se sentir em paz e bem tratado no ambiente.