Depois que houve uma revolução quanto ao aspecto, volume e densidade no transplante de cabelo, em grande parte graças à técnica folicular coronal, nada mais natural do que dar atenção também para o local de onde o cabelo é retirado durante o procedimento cirúrgico.

“Antigamente eram realizados múltiplos transplantes, deixando varias cicatrizes na região doadora (occipital, parte de trás da cabeça). Depois, graças as gigasessões, nas quais se retira e implanta mais de 5.000 unidades foliculares, o número de procedimentos foi reduzido a apenas um ou dois, sempre deixando uma única cicatriz imperceptível”, destaca Dr. Arthur Tykocinski, dermatologista especializado em cabelos e na técnica do transplante folicular coronal.

Com seu trabalho reconhecimento internacionalmente, Dr. Arthur foi presidente do 16º Congresso Mundial de Restauração Capilar de Montreal, participa das comissões científicas desses congressos e tem vários artigos publicados em revistas científicas e especializadas em transplante capilar.

“Hoje em dia, os especialistas em transplantes dispõem de dois novos procedimentos visando uma cicatriz imperceptível no transplante folicular: a FUE e a Sutura Tricofítica, sempre pensando no bem-estar dos pacientes e no aprimoramento dos resultados estéticos”, completa Dr. Arthur.

FUE – abreviação de Folicular Unit Extration ou extração de unidades foliculares. Trata-se na verdade de uma atualização da técnica do punch, tão antiga quanto o próprio transplante capilar. Só que ao invés de se utilizar um punch de 5mm de diâmetro, retira-se o cabelo doador utilizando um punch de 1 mm. A grande vantagem é que não é feito nenhum corte na área doadora e a cicatrização é bastante rápida. A desvantagem é que esta extração folicular é bastante lenta deixando o procedimento muito demorado. Por conta desta demora, o numero de unidades foliculares retirada é muito menor do que seria numa retirada convencional: são retiradas apenas 500-800 unidades foliculares por sessão, levando de 3 a 5 horas (contra 4.000 – 5.000 unidades nas gigasessões, em 2 horas). Além disso, o cabelo de toda área doadora deve ser raspado, para permitir uma correta visualização do ângulo dos enxertos. Por fim, mesmo em mãos treinadas, existe um dano em cerca de 20% dos folículos retirados. “Poucos médicos no mundo utilizam esta técnica, sendo geralmente reservada para correções de transplantes antigos, com retirada de tufos, no caso na área receptora, ou sessões muito pequenas em jovens que gostam de raspar o seu cabelo. Outra utilidade seria a retirada de pelos do corpo para colocar na cabeça (BHT – body hair transplant), mas que continua crescendo como pelo, embora ligeiramente mais longo. A técnica FUE popularizou-se nos últimos cinco anos”, explica Dr. Arthur.


Sutura Tricofitica – trata-se na verdade de uma “camuflagem” na cicatriz da área doadora. Normalmente no local da sutura resulta uma cicatriz de 1 mm de largura, que apenas pode ser vista repartindo-se o cabelo que a cobre. Na sutura tricofitica, depois de retirado o cabelo da área doadora, as bordas são suturadas em dois planos (duas camadas): um profundo e outro superficial. Uma vez realizada a sutura profunda as bordas já estão justapostas. Antes de fazer a sutura superficial é realizado um pequeno “chanfro” numa das bordas e depois completada a sutura borda a borda. Este chanfro faz com que os fios de cabelo cresçam por dentro da cicatriz. Ela continua lá, mas por ter cabelo crescendo através dela, fica invisível na maioria dos casos. “A vantagem deste método é permitir realizar as gigasessões, ser rápido e com perda mínima. A desvantagem é que o cirurgião deve ser habilidoso e necessita dar pontos, que são retirados em 10 dias. Esta técnica popularizou-se nos últimos dois anos e é adotada hoje pelos maiores cirurgiões do mundo”, finaliza Dr. Arthur.

Dr. Artur TykocinskiDr. Arthur Tykocinski é médico dermatologista e cirurgião e especialista em transplante folicular. Em 96 introduziu na América Latina, o Transplante Folicular Total; no final de 2003 iniciou a utilização da técnica folicular coronal sendo um dos pioneiros mundiais, ao lado do autor da técnica, Dr. Jerry Wong. É participante da Sociedade Brasileira de Restauração Capilar, Sociedade Brasileira de Dermatologia, Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, presidente do 16º Congresso Mundial de Restauração Capilar de Montreal.