CArecaApesar da crise econômica mundial, cada vez mais pessoas continuam procurando o tratamento para a calvície. É o mostram as estatísticas divulgadas por uma pesquisa recente da Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração Capilar, a maior autoridade dessa área médica do mundo. O número registrado de pacientes que buscaram um profissional da medicina para tratar a calvície em 2008 foi de 811.863. O número é 26% maior que em 2006.

Segundo o levantamento, 237 mil pacientes optaram pela cirurgia de recuperação capilar, quantidade 12% maior que há dois anos. “As novas técnicas cirúrgicas com resultados cada vez melhores estão levando ao aumento da demanda pela restauração de cabelos”, analisa a dermatologista Christine Graf Guimarães, uma das representantes brasileiras na Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração Capilar. De acordo com a especialista, hoje, mais pessoas buscam tanto crescer da vida profissional quanto na área pessoal e, com isso, percebe-se que estão mais dispostas a investir na restauração dos cabelos atingidos pela calvície para melhorar o visual e aumentar a auto-estima.

Calvície feminina

Embora a maioria dos pacientes de recuperação capilar sejam homens, a porcentagem de mulheres que buscam tratamento para a queda de cabelos está em ascensão. Quando a pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração Capilar foi realizada pela primeira vez em 2005, 11,5% dos transplantes capilares eram realizados em mulheres. Em 2008, chegou a 15,1%. Da mesma maneira, a quantidade de pacientes do sexo feminino que buscam tratamento não cirúrgico subiu de 28,3 para 31,8% nos últimos quatro anos.

“Na nossa prática aqui no Brasil nós também percebemos que as pessoas têm vindo buscar tratamento contra a calvície cada vez mais jovens”, conta a médica dermatologista, que integra a Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração Capilar, Christine Graf Guimarães. O que, de acordo com a especialista, é a melhor maneira de evitar a perda futura dos cabelos, não esperando uma calvície maior nem a idade mais avançada para buscar uma ajuda profissional.