Dra. Mônica F. Carvalho Nakatsubo Alicate, lixa, palito e recipiente para mãos e pés podem transmitir infecções bacterianas ou virais, como a Hepatite B, assim para fazer as unhas é preciso atenção e cuidados.

A dermatologista Mônica Carvalho, afirma que algumas doenças podem ser transmitidas no momento de fazer as unhas, principalmente no salão de beleza, pois muitas pessoas usam os mesmos materiais podendo contrair  infecções bacterianas ou virais. É imprescindível que o alicate seja esterilizado em autoclave, isto é, esterilização a vapor, com tempo médio de 30 minutos e que os recipientes sejam preferencialmente de plástico descartável, para evitar as micoses. Lixas e palitos não podem ser usados em vários clientes.

Quem faz as unhas em casa precisa lavar os instrumentos de uso pessoal com água e sabonete e passar álcool ou clorexidine.

A retirada das cutículas, comun no Brasil, é uma prática condenavel, pois elas fazem a proteção natural das unhas, impedindo a entrada de fungos e bactérias. Às vezes, uma simples tirada de cutícula pode desencadear o que os médicos chamam de paroniquia, um processo inflamatório, onde a pele do canto das unhas fica inchada e com pus. O ideal é só empurrá-las para dentro.

As unhas das mãos e dos pés são feitas de uma proteína rígida chamada queratina, são uma forma modificada dos cabelos. Estão suscetíveis a problemas como manchas e micoses, além de estarem sujeitas a enfraquecer e encravar. Muitas vezes estes problemas são agravados por estarem escondidos sob o esmalte.

A Dra. Mônica enumera alguns cuidados básicos que podem garantir unhas bonitas e livres de complicações, tais como:

• Hidratação - Assim como a pele, as unhas também necessitam de hidratação. Para garantir que elas permaneçam saudáveis e fortes é preciso aplicar um hidratante. Aproveite quando for hidratar as mãos e passe o produto também nas unhas. O único problema é o esmalte, que bloqueia a passagem dele.

• Unhas fracas - Para dar uma força extra às unhas, todas as tentativas são válidas, mas em alguns casos não tem jeito. Quem tem tendência a ter vai ter assim a vida inteira. Bases fortalecedoras podem ajudar. Agora fique atento as unhas que sofrem alterações, ou seja, nunca foram fracas e de repete ficaram, estas devem ser observadas por médicos.

• Unhas encravadas - Para evitar o problema nunca deixe que as cortem demais, principalmente nos cantos. Pode parecer besteira, mas uma unha encravada é capaz de criar enormes complicações. Para quem tem uma unha que cisma em crescer para baixo, prendendo na pele, existe uma pequena cirurgia que modifica a direção do crescimento da unha, podendo ser realizada no consultório, com anestesia local.

A Dra. Mônica Carvalho é especialista em dermatologia e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.

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