Micose nas unhas: com evitar esse mal?

É sabido que durante o verão a incidência de micoses aumenta, seja na pele ou nas unhas. O motivo disso? A preferência dos fungos por locais quentes e úmidos, como praias, piscinas e saunas, todas muito frequentadas nessa época. Consultamos a dermatologista Meire Gonzaga, membro da SBD-SP (Sociedade Brasileira de Dermatologia, Regional São Paulo), que ensinou como prevenir esse problema principalmente na época de férias.

Portal Cabeleireiros.com: Quais são os tipos de micose e como eles podem atingir as unhas?
Meire Gonzaga: As micoses de unha são chamadas de onicomicoses e causadas principalmente por dois grupos de fungos: o dos Trichophytum e o das Candida sp. Para isso acontecer, geralmente é necessário uma porta de entrada, podendo este ser um trauma na unha, causado por um sapato apertado, um descolamento acidental, ou ainda pelo contato constante de algum fungo presente na pele.

Portal: Como evitar o surgimento desse tipo de doença?
Meire Gonzaga: É importante ter um cuidado constante com os sapatos, colocando-os ao sol. Evitar a presença de frieiras nos pés, e, caso alguma unha descole, cuidar para que ela não se contamine neste tipo de ambiente onde há maior incidência de fungos. 

Portal: Quais são os sintomas e o que fazer ao detectá-los?
Meire Gonzaga: A micose nos pés geralmente surge como uma descamação permanente na região da planta dos pés, ou entre os vãos dos dedos. Já nas unhas, os sinais mais comuns são o descolamento, engrossamento, ou a presença de uma massa sob sua extensão. Outra pista de que a unha não vai bem é se a cutícula parar de crescer, ou a presença do conhecido unheiro - saída de pus do canto das unhas, por conta de alguma inflamação importante do dedo e o desaparecimento da cutícula. Ao perceber qualquer um desses sinais, deve-se procurar um dermatologista.

Portal: Quais são as possibilidades de tratamentos nesta área?
Meire Gonzaga: Os tratamentos são sempre medicamentosos, seja com remédios via oral ou com esmaltes específicos para micoses. O grande segredo é manter um ambiente limpo e desfavorável à proliferação de fungos.

Portal: O uso constante de esmaltes pode prejudicar a saúde das unhas?
Meire Gonzaga: Os esmaltes não prejudicam em nada as unhas. Deve-se ter atenção apenas às pessoas que desenvolvem alergia aos esmaltes; essas devem utilizar os hipoalergênicos. Entre os sinais de alergia destacam-se: vermelhidão ou inchaço ao redor da cutícula, ressecamento excessivo ou coceira na região.

Portal: É recomendável continuar fazendo a cutilagem e a esmaltação durante o tratamento?
Meire Gonzaga: O ideal seria evitar a retirada das cutículas, pois elas são uma proteção natural para as unhas, especialmente as doentes. Elas funcionam até como um marcador para visualizar a melhora do conjunto unha-cutícula. Quanto à esmaltação, problema não há, mas se o tratamento for feito por meio de esmalte medicamentoso, deve-se retirar o comum semanalmente para a reaplicação do remédio.

Serviço
Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional do Estado de São Paulo (SBD-SP) 
Tel. (11) 5573-8735 / 5573-5528 / 5083-3491
www.sbd-sp.org.br

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