Como definir os riscos do seu salão de beleza

Montar um salão de beleza é o sonho de muitos profissionais da beleza. Mas, muitas dúvidas e medos acompanham este objetivo. Como não perder dinheiro? Por onde devo começar? É possível se diferenciar da concorrência? Diversos profissionais, em vez de procurar respostas para estas questões, abandonam o propósito. Outros, pesquisam sobre o mercado e sobre técnicas de gestão e vão em frente.

A tarefa de abrir um salão de beleza ou dar uma repaginada em um negócio já existente fica mais consistente quando o empresário realiza, esporadicamente, o gerenciamento de risco. “Gerenciar riscos é, basicamente, estar preparado para situações adversas, sem que isso nos paralise ou iniba nossa iniciativa. Uma pesquisa realizada pela consultoria Imagem Corporativa mostrou que três em cada quatro crises envolvendo empresas poderiam ter sido previstas, ainda que não possam ser evitadas. Quando a empresa sabe disso, ela toma as cautelas necessárias para reduzir o transtorno da crise. Agora, se ignoramos o risco, ele nos pega despreparados, e a gestão da crise torna-se mais difícil”, comenta Paulo Roberto Silva, CEO da Comm Cloud e consultor de gestão de crises com mais de dez anos de experiência.

O que levar em consideração?

Um exercício importante na gestão de riscos é olhar para o negócio e imaginar tudo o que possa dar errado. Segundo Paulo, vale pensar em tudo mesmo, sendo que, quanto mais “paranoico”, melhor.

A ideia é fazer uma lista exaustiva, para diminuir o risco de surpresa. “Ele ainda existirá, mas será menor se este exercício for realizado. Muitas vezes, a empresa ignora riscos básicos, como ausência de saídas suficientes em caso de incêndio, alagamentos rotineiros na região do estabelecimento, instalação elétrica antiga ou inadequada”, comenta o especialista.

Basicamente, é possível dividir os riscos de qualquer negócios em grupos, como:

  • Riscos operacionais: ligados à atividade da empresa;
  • Riscos financeiros: relacionados ao fluxo de caixa;
  • Riscos de imagem: como as pessoas veem a empresa;
  • Riscos legais: temas que podem gerar processo judicial;
  • Riscos trabalhistas.

Em um salão de cabeleireiro, há temas que podem se repetir, como:

  • Segurança das instalações: adequação da rede de água e energia elétrica, saídas para incêndio, risco de alagamento do local;
  • Riscos químicos: armazenamento incorreto, risco de exposição dos clientes, acesso de crianças aos produtos químicos;
  • Acidentes de loja: queda de armário ou peças de decoração, escorregões, choque elétrico;
  • Atendimento ao cliente: reclamações de consumidor, temas ligados à diversidade (racismo, machismo e preconceitos em geral), transparência quanto aos serviços cobrados, qualidade do serviço;
  • Riscos legais: alvarás, licença de bombeiro, emissão de nota fiscal, reclamação trabalhista.

Após analisar os riscos, é importante avaliá-los quanto ao impacto no negócio. Esta etapa é fundamental: um risco que possa levar uma empresa a fechar merece muito mais atenção que outro, cujo impacto na imagem ou no faturamento é mínimo. Mas é importante não subestimar o impacto de um risco: uma acusação de racismo contra o salão, por exemplo, pode levar os clientes a abandoná-lo, “matando” o negócio da mesma forma que um incêndio.

De acordo com Paulo, quem melhor conhece os riscos de um negócio é quem está inserido nele. Por isso, a principal dica é não se iludir: é preciso olhar para os desafios da empresa de forma crítica, identificando tudo o que possa dar errado. “Um risco não é sinal de fraqueza, faz parte da incerteza do mundo. O sinal de fraqueza está na forma como reagimos à crise: se assumimos a responsabilidade ou se procuramos culpados, se demonstramos preocupação com as pessoas ou só com o patrimônio. Por isso, o essencial é garantir que as pessoas continuem confiando no salão. Isto se faz com atitude transparente, e com preparação”, afirma.

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