Os riscos nos salões de beleza

Um dos lugares mais frequentados pelas mulheres para mudar o visual ou se embelezar pode trazer sérios riscos à saúde. Os salões de beleza escondem doenças que podem ser facilmente contraídas na hora de pintar a unha, arrumar o cabelo ou uma maquiagem.

Segundo a dermatologista Miriam Sabino, os materiais utilizados para fazer as unhas, tanto das mãos quanto dos pés, são os maiores vilões na transmissão de doenças como micoses, dermatites e até hepatite. “O indicado para quem faz as unhas em salões é levar o seu próprio material, desde o alicate de unha, lixa, espátula e toalha, pois esses materiais podem transmitir fungos, que acarretam doenças, como a micose, por exemplo”, afirma.

Deixar os pés numa bacia com água para amolecer a cutícula ou um pequeno corte na pele pode favorecer o contato com uma bactéria. “É importante que o material para fazer a unha seja esterilizado corretamente para evitar que o vírus permaneça no alicate ou espátula, já que o vírus da hepatite sobrevive por até 15 dias e o da Aids resiste por algumas horas. Fungos costumam ficar até três dias nos instrumentos”, diz a dermatologista.

Os vilões dos salões

Seja para mudar o visual do cabelo ou deixar as unhas bonitas, fique atenta à higiene do local. Os salões de beleza não deixam de ser perigosos, repletos de vírus que podem comprometer a sua saúde e o aspecto da sua pele. Veja quais são os vilões:

Micose: pode ser transmitida por meio de cortadores, espátulas, alicates de cutículas e de unhas, toalhas úmidas e lixas que tenham tido contato com qualquer unha contaminada. O tratamento pode ser prolongado, por que o desaparecimento dos sintomas depende do crescimento da unha, que ocorre lentamente. “As unhas dos pés tendem a demorar cerca de um ano para se renovar por completo e o tratamento deve ser mantido durante todo esse tempo”, ressalta Sabino.

Dermatite Seborreica: pode ser contraída por meio das escovas de cabelo. “Pentes e escovas podem causar a dermatite seborreica que é uma inflamação crônica da pele. A doença ataca o couro cabeludo sob a forma de lesões avermelhadas que descamam e coçam”, alerta. Para tratar a doença existem medicamentos específicos para a pele e o couro cabeludo capazes de controlar os sintomas.

Dermatite de Contato: algumas substâncias químicas usadas em salões de beleza pode irritar a pele. “Pode acontecer de a pessoa ser alérgica a substâncias como o formaldeído e tolueno ou a alguns pigmentos e conservantes presentes na composição de esmaltes. Na maioria das vezes, quando os sintomas da dermatite de contato aparecem, as pessoas costumam confundi-los com alergia a algum produto ou problema de pele, quando, na verdade, o responsável por essa irritação é o esmalte”, esclarece Sabino.

A reação alérgica ocorre quando a pessoa é exposta a uma substância ou material ao qual é muito sensível ou alérgica. A alergia não é imediata e pode ser manifestar de 24 a 48 horas após a exposição. Geralmente, ocorre uma inflamação na pele que varia de irritação leve, vermelhidão e feridas abertas. Quem tem dermatite de contato devem estar atentas na hora de fazer as unhas e verificar se o esmalte é hipoalergênicos. “Os produtos hipoalergênicos são indicados para prevenir a coceira e placas sobre a cútis, além disso, são livres de substâncias conservantes  que são os principais responsáveis pelas reações alérgicas”, expõe a dermatologista.

Impetigo: a transmissão pode ocorrer ao compartilhar materiais contaminados, como toalhas, lençóis, protetores de maca e de cadeira, espátulas e outros instrumentais. O impetigo é uma infecção superficial da pele que pode ser causada por dois tipos de bactérias: Streptococcus pyogenes ou Staphylococcus aureus. “O impetigo surge quando há alguma lesão que favoreça a entrada de bactérias”, destaca a médica.

O quadro geralmente se inicia com pequenas pápulas vermelhas, semelhantes a picadas de mosquito em várias partes do corpo, que, entretanto, evoluem rapidamente para pequenas pústulas (lesões com pus).

Cuidados

  • Observe se a manicure usa luva descartável;
  • Lixas e palitos têm que ser descartáveis;
  • Instrumentos metálicos, como alicates e espátulas, exigem um cuidado especial. É necessário lavá-los com água, sabão e uma escova. Após este procedimento eles estão prontos para a esterilização;
  • Esterilizar os instrumentos metálicos em estufas. Este procedimento deve durar de 1 a 2 horas;